Aprenderdorismo

Empreender é uma arte
28 de julho de 2021 - Por: Elias William

Quem é Juan de Antonio?

O aplicativo de caronas Cabify, criado pelo espanhol Juan de Antonio, anunciou recentemente a saída do Brasil devido à pandemia da COVID-19. No entanto, a rica história do empreendedor nos motivou a falar sobre ele, então vem com a gente! 

Formado em Engenharia Eletrônica na Universidade Politécnica de Madrid, Juan é um amante da tecnologia. Ao longo de sua trajetória, trabalhou com otimização de redes de dados e consultor de estratégia, até o momento em que recebeu bolsa para um MBA na Universidade de Stanford, em . 

Antes de criar o próprio negócio, atuou como Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Zero Motorcycles, empresa de motocicletas norte-americana. Durante sua atuação, foi diretamente responsável por fazer a empresa faturar cerca de US$20 milhões. Pouco depois decidiu investir no próprio negócio. 

Cabify e a criação 

Praticamente todo empreendedor é motivado a criar algo após sentir dificuldade de resolver problemas. Em viagens à América Latina e Ásia, Juan percebeu que os serviços de táxi eram péssimos. 

Corridas caras, sem recibos e dificuldade de relacionamento com os motoristas incomodavam demais o engenheiro de telecomunicações. Para solucionar a questão, convidou amigos para fazer parte de um novo projeto: a Cabify. 

Lançada em 2011, a Cabify iniciou as operações em Madri, na Espanha, com carros de alto padrão. A vontade de reduzir congestionamentos, incentivar a mobilidade e utilizar tecnologia de ponta, motivou o crescimento da companhia. 

Crescimento

Pouco mais de 40 dias após o lançamento, a Cabify já tinha mais de 20 mil usuários e mais de 3 mil corridas apenas na cidade de Madri. Não demorou muito para que a startup recebesse aportes milionários. 

Com dinheiro em caixa e vontade de aplicar o que foi feito em Madri, Juan percebeu que poderia expandir a operação, chegando a Portugal e América Latina. O potencial consumidor do continente sul-americano se provou em números: cerca de 80% da receita da Cabify vinha da América Latina. 

Em determinado momento, a empresa percebeu que não bastava ter apenas carros luxuosos. Foi então que Juan decidiu investir em uma linha mais ‘modesta’, a Cabify Lite. Novamente ele provou estar certo, tendo em vista que em abril de 2014 o número de downloads do aplicativo chegou a 100 mil, sendo apenas 35% da Espanha.  

O crescimento da Cabify fez a empresa oferecer corridas a clientes corporativos na Colômbia, em 2015. A iniciativa chamou a atenção de uma empresa japonesa de comércio eletrônico, a Rakuten. Após o aporte conquistado, Juan decidiu investir em um novo mercado: o México, atuando em seis cidades. 

Apesar de ter deixado o Brasil devido à diminuição das corridas, situação causada pela pandemia da COVID-19, a Cabify está presente em diversos locais do mundo. A principal busca da companhia está ligada diretamente à satisfação dos clientes, tanto é que possui quase 2 mil funcionários ao redor do mundo.

Experiência do cliente

Para tentar se diferenciar da concorrência, apesar de oferecer serviço semelhante, a Cabify cobra exclusivamente pela distância percorrida pelo motorista e não no tempo da corrida, o que normalmente é feito por aplicativos com a mesma finalidade. 

Além do critério citado acima, os motoristas passam por testes toxicológicos, de direção, entre outros. O objetivo é simples: oferecer uma experiência formidável aos clientes, que são levados por motoristas vestidos com roupas profissionais. 

 

Fontes

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/04/23/cabify-anuncia-fim-das-operacoes-no-brasil.htm

https://vidacigana.com/como-funciona-cabify/

https://machine.global/o-que-tem-em-comum-na-historia-dos-principais-aplicativos-de-transporte/

https://mundodasmarcas.blogspot.com/2018/09/cabify.html

 

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